Galeria de mapas mentais Toxicologia de Alimentos
O sistema de mapeamento categoriza toxinas naturais em alimentos: riscos de segurança de glicosídeos cianogênicos; Distribuição vegetal e mecanismo de toxicidade dos glicosídeos (tioglicosídeos); As propriedades químicas e perigos dos glicoalcalóides. Através da estrutura molecular; Um mapa completo do conhecimento das toxinas naturais nos alimentos foi construído através da análise tridimensional de suas formas e níveis de toxicidade.
Editado em 2023-12-01 18:50:48Toxicologia de Alimentos
Substâncias Tóxicas Naturalmente Presentes em Alimentos
Esses alimentos apresentam o principio tóxico em maiores concentrações apenas em determinadas partes, que normalmente, não são ingeridos, tais como caroços e sementes.
Acredita-se que estes compostos podem estar envolvidos no mecanismo de defesa da planta contra a ação de insetos e microrganismos.
1. Glicosídeos cianogênicos 2. Glicosinolatos 3. Glicoalcalóides 4. Oxalatos 5. Nitratos
Glicosídeos Cianogênicos
A capacidade de produzir ácido cianídrico é um fenômeno encontrado em aproximadamente 2000 diferentes espécies de plantas.
Várias delas produzem quantidade suficiente de compostos cianogênicos que podem funcionar como forma de transporte de nitrogênio reduzido ou de moléculas químicas na defesa contra insetos.
Vários vegetais cianogênicos são comestíveis, dentre estes:
1. Damasco 2. Ameixa 3. Pêssego 4. Mandioca Brava 5. Broto de Bambu 6. Maçã
Glicosinolatos
Também chamados de tioglicosídeos, são encontrados em inúmeras plantas de cultivo.
Interferem na absorção de iodo – favorecimento da formação de bócio.
Responsáveis pelo sabor picante dos condimentos e de vegetais de ampla utilização pelo homem, tais como:
1. Repolho 2. Espinafre 3. Brócolis 4. Alho 5. Couve Flor 6. Abóbora
Glicoalcalóides
São compostos encontrados em diversas variedades de batatas (Solanum tuberosum)
As concentrações mais elevadas desses compostos encontramse na casca e nos brotos dos tubérculos.
Os níveis de glicoalcalóides presentes nos alimentos podem variar em decorrência de: 1. Cultivo 2. Umidade do Solo 3. Tratamento com Fertilizantes e Pesticidas 4. Condição de Cultivo 5. Armazenamento
Produzidos durante o crescimento e brotamento.
Oxalatos
Os oxalatos presentes nos alimentos podem ser nocivos quando ingeridos em grande quantidade por um pequeno intervalo de tempo ou ainda, quando ingerido em baixas concentrações por períodos prolongados de tempo, através de uma alimentação pouco variada.
O oxalato de cálcio produz obstrução nos túbulos renais levando o surgimento de cálculos renais. Dentre eles estão:
1. Beterraba 2. Cacau 3. Cenoura
Nitratos
Os nitratos são encontrados naturalmente nos vegetais como fonte de nitrogênio para seu crescimento, e seu teor depende de fatores genéticos, da disponibilidade desse nutriente para a planta e de fatores ambientais. Estão presentes:
1. Solo 2. Água 3. Vegetais 4. Alimentos de origem animal 5. ALimentos de origem vegetal
Sua formação no ambiente ocorre através do processo de oxidação biológica, a partir do íon amônio.
A exposição continua do homem a nitratos, é potencialmente perigosa devido à possibilidade de formação de compostos N nitrosos (nitrosaminas) que tem potencial indutor de câncer.
A exposição a nitratos tem também sido associada à síndrome de morte infantil súbita, isto porque níveis altos de nitratos nos alimentos ou na água prejudicam o transporte de oxigênio no sangue.
- Dentre eles são: 1. Couve 2. Cenoura 3. Beterraba 4. Embutidos
Agentes Produtores de Flatulência
As leguminosas e alguns vegetais são os principais alimentos envolvidos nesse processo. São elas:
1. Soja 2. Feijão 3. Flocos de cereias a base de trigo 4. Uva passas 5. Banana
O quadro é caracterizado por náuseas, dores abdominais,diarreia, rumores intestinais e desconforto.
Piretróides
Piretrinas: Inseticidas naturais, extraídos de flores do gênero Chrysanthemun - são instáveis a luz.
Prolongam o período de abertura dos canais de sódio. Quadro clínico: - Reações alérgicas (asma e bronquite)
Organofosforados
Inibidores irreversíveis da acetilcolinesterase (acúmulo de acetilcolina).
Quadro clínico: - Muscarínico: miose, hipersecreções, bradicardia, vômitos - Nicotínico: Fasciculações, abalos musculares Exame: Dosagem da acetilcolinesterase
Organoclorados
- Atuam sobre a membrana neuronal e axonal, lentificando o fechamento dos canais de sódio. - Interferem no metabolismo de serotonina, noradrenalina e acetilcolina de maneira ainda não esclarecida. - Armazenamento em tecidos adiposos apresentando-se como venenos altamente cumulativos.
Quadro clínico: - Convulsões (quadro mais critico) - Insuficiência respiratória, cefaléia, perda de apetite, mal estar - Fraqueza muscular, agitação, confusão mental, pneumonite química - Hepatomegalia, lesões hepáticas e renais Exame: Radiografia de abdômen e Cromatografia gasosa
Carbamatos
Inibidores reversíveis da acetilcolinesterase (acúmulo de acetilcolina)
Quadro clínico: - Muscarínico: miose, hipersecreções, bradicardia, vômitos - Nicotínico: Fasciculações, abalos musculares Exame: Dosagem da acetilcolinesterase
Aspéctos Toxicológicos dos Agrotóxicos
Micotoxinas
1. Produtos do metabolismo secundário de fungos. 2. Importantes contaminantes de alimentos e rações animais. 3. Efeitos tóxicos agudos e crônicos no homem e em animais.
Formação das Micotoxinas: Os fungos que produzem micotoxinas dividem-se em dois grupos: - Os que atacam antes da colheita = fungos de campo Ex. Fusarium graminearium, Aspergillus flavus - Os que ocorrem após a colheita = fungos de armazenamento Ex. Penicillium verucossum, Aspergillus flavus
Contaminantes
1. Migrantes de embalagens; 2. Resíduos de medicamentos; 3. Praguicidas; 4. Toxinas produzidas por microorganismos.
Órgãos Reguladores
1. Agência Nacional de Vigilância Sanitária 2. Food and Agriculture Organization of the United Nations 3. U.S. Food & Drug Administration
Introdução
1. Estudo de substâncias tóxicas presentes em alimentos 2. Pode ser de origem natural ou sintética 3. Inerentes ou adicionadas aos alimentos por ação humana ou microorganismos naturais.
A toxicologia irá determinar em que condições os alimentos podem ser ingeridos sem causar danos ao organismo.