Plantas Tóxicas

Plantas Tóxicas
Prejuizos
A pecuária é afetada negativamente pelas plantas tóxicas, quando há uma ingestão delas, principalmente quando se há contaminação acidental do alimento e o mesmo é oferecido para os animais. As plantas tóxicas elas desenvolveram alguns mecanismos mecânicos e morfológicos de proteção, sendo eles espinhos, cornos, pêlos, além disso as substâncias tóxicas que podem ser encontradas geralmente estão presentes nas partes que mais contribuem para seu desenvolvimento, como as folhas, ramos e as sementes.
Direta: Quando há mortes dos animais, perda de peso ou redução do crescimento e distúrbios reprodutivos como abortos, malformações e menores taxas de concepção.
Indireta: Quando há custos médicos, custos com construção de cercas e alteração no manejo. Também se aplica os gastos de medidas profiláticas, como capina, aplicação de herbicidas, construção de cercas. Além de afetar indiretamente a pecuária, afeta da também os humanos, com a contaminação do alimento produzido (leite, carne ou mel).
Os prejuízos podem ser classificados de duas formas, direta e indireta.
Classificação das Plantas Tóxicas
As toxinas das plantas são produtos secundários do seu metabolismo , em sua maioria, essas toxinas são amargas ou induzem fortes alterações fisiológicas, e variam em estruturas e propriedades químicas.
Principais Classes químicas das plantas tóxicas: Alcalóides, glicosídeos, lecitinas e ácidos orgânicos, silêncio, bário, nitrato e oxalato.
As plantas tóxicas são estudadas em grupos, que podem ser formados de acordo com a divisão regional, ação patológica, famílias botânicas e por seus principios tóxicos. Para a Medicina Veterinária é mais pratico que seja separado pela ação patológica, em função do quadro clínico que causam.
Condições para intoxicações
Os animais selecionam as plantas por palatabilidade e pelas sensações que elas trazem após serem ingeridas. Sendo assim os fatores que levam os animais a ingerirem plantas tóxicas são:
PATABILIDADE: Onde o animal seleciona o que vai se alimentar pelo sabor, e algumas plantas tóxicas são palatáveis, o que facilita a ingestão e em seguida a intoxicação por meio da planta tóxica.
FACILITAÇÃO SOCIAL: Muitos animais começam a ingerir plantas tóxicas pela carência de forragem, onde induz outros animais da mesma espécie a ingerirem.
FOME: A fome faz com que o animal use seu instinto de sobrevivência e coma plantas que não são palatáveis para tentar suprir suas necessidades básicas.
SEDE: Longos períodos sem tomar água, faz com que os animais possam ingerir plantas que antes não seriam opção.
BROTAÇÃO APÓS AS PRIMEIRAS CHUVAS: Após um período seco ou muito chuvoso, algumas plantas brotam rapidamente e outras continuam sem brotar, onde diminui a quantidade de plantas verdes disponíveis.
DESCONHECIMENTO: Algumas plantas tóxicas são ingeridas apenas por animais que as desconhece pelo fato de terem sido criados em locais onde não se encontrava tal planta.
ACESSO ÁS PLANTAS TÓXICAS: Algumas plantas tóxicas são cortadas e misturadas com outras plantas e oferecidas aos animais, a exposição das raízes, que como a Marsdenia hilariana, suas raízes são mais palatáveis que as folhas , algumas plantas quando murchas são mais tóxicas. Sistemas extensivos e semiextensivos contribuem para o maior acesso a´s plantas tóxicas.
DOSE TÓXICA: A quantidade para intoxicar um animal depende muito da espécie, pois há umas que são extremamente tóxicas como as do género Palicourea, outrass que devem ser ingeridas em grandes quantidades como a Nierembergia, e algumas que o animal passa a se alimentar totalmente ou com sua maior parte dessas plantas como a Brachiaria.
PERÍODO DE INGESTÃO: Algumas plantas necessitam apenas de uma ingestão para intoxicar o animal, como as cianogênicas, outras precisam de um período mais prolongado para isso ocorrer, como Pteridium aquilinum que causa estrogenismo.
SUSCEPTIBILIDADE/RESISTÊNCIA: As susceptibilidade a intoxicações podem ser diferente, e elas variam de acordo com a idade, sexo, resistência individual e resistencia adquirida.
TRANSPORTE: Nesse fator, se agrupa alguns fatores acima que é o da sede, fome, desconhecimento e outros fatores que influenciam a intoxicação.
Toxidade das plantas
A toxidez das plantas é afetada por vários fatores, entre eles condições de administração, certas épocas do ano, algumas sua ação é de efeito acumulativo.
O meio de ingestão que mais acontece a intoxicação é pelas folhas, algumas vezes na fase brotação e rápido crescimento rápido de maior concentração de princípios tóxicos, onde coincide com o período de maior palatabilidade.
Características dos animais
As características morfológicas contribuem para as reação das espécies frente á toxicidade, como por exemplos os ruminantes, onde podem diminuir ou aumentar a toxidade pelo auto poder de biotransformação. Também tem as variações individuais, onde alguns animais são mais susceptíveis á intoxicações, maior do que os demais da mesma espécie.
Diagnósticos
É sempre necessário que se estabeleça protocolos específicos e corretos para intoxicações por plantas, é importante saber que os diagnósticos de intoxicação por plantas tóxicas, não representam um grupo uniforme, e deve ser baseado no maior número possível de dados. Para obter diagnóstico seguro deve ser considerado o período de início da doença, tipo de alimentação e outros dados do manejo, espécie, idade do animal, vacinação e controle de parasita dos animais e sem esquecer do histórico adequado do local de coleta é essencial.
Experimentos devem ser feitos com a placa fresca recém colhida, pois muitas plantas perdem a toxicidade quando dessecadas.
Principais plantas tóxicas por espécie
BOVINO: Senecio spp. responsável por 50,7 a 56,14% das morte em bovinos.
BOVINO: Nieremberaia veitchre, representa 77,8% das mortes.
BOVINO: Pteridium aguilinum responsável 7,16% dos bovinos necrosados
BOVINO: Palicourea morogravil 50% das mortes
BOVINO: Brachiaria spp no Centro-Oeste e Nordeste.
OVINOS: Nierembergia veitchiire
OVINO: Brachiaria spp.
EQUINO: Brachiaria humidicola
CAPRINO: As de importância são as que contêm: swainsonina: Ipomoea carnea no Nordeste e Ilha Marajó; Turbina cardata no Nordeste; e Sida carpinifolia do Sul e Suldeste.
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