Definição da HAS: É uma doença crônica não transmissível definida por níveis pressóricos, onde os benefícios do tratamento superam os riscos.
H.A Primária: Refere-se à presença clínica de hipertensão sem evidências de uma condição clínica causal específica. Tendo fatores não modificáveis sendo eles: idade, sexo, raça, histórico familiar e genética. Além de fatores de risco modificáveis relacionados ao estilo de vida como: Obesidade, sedentarismo, tabagismo, dieta rica em sódio e etc ...
H.A Secundária: Refere-se a hipertenção relacionada a uma condição de base, tal como, feocromocitoma, sindrome de cushing, coarctação da aorta, uso de anticoncepcionais orais, doença renal e etc...
Hipertrofia Ventricular Esquerda: A elevação da PA, com aumento da resistência vascular periférica, gera aumento na pós-carga cardíaca, exigindo maior trabalho do ventrículo esquerdo. Com o passar do tempo, a parede ventricular sofre remodelamento e hipertrofia para compensar esse aumento de demanda de esforço. Essa hipertrofia é um importante fator de risco para diversas doenças como: Cardiopatia Coronariana, Arritmias, morte súbita e ICC.
Tratamento farmacológico: Pode ser feito em monoterapia para pacientes pré-HAS de alto risco, HAS estágio 1 de baixo risco, idosos e pessoas frágeis. Outra forma de ser feito é terapia dupla, indicada na maioria dos casos. Os medicamentos considerados de 1ª linha são: IECA, BRA, Bloqueadores de canal de cálcio e diuréticos tiazídicos. Única associacão contraindicada é IECA + BRA.
HAS resistente: paciente em uso de 3 classes diferentes,sendo uma delas um diuréticos, com bosa adesão e dose otimizada, mas PA ≥ 140/90 mmHg. Nesses casos está indicado o acrescimo de uma 4ª droga, espironolactona.
HAS refratária: paciente em uso de 5 medicações de classes diferentes e PA ≥ que 140/90 mmHg.Nesses casos está indicado drogas de 2ª linha, como betabloqueadores, metildopa, hidralazina, furosemida e ect...
Metas de tratamento:
- Risco CV baixo a moderado: PA < 140/90 mmHg.
-Risco CV alto: PAS 120-129 e PAD 70-80 mmHg.
-Idoso frágil: Começar a tratar se Pa ≥ 160/90 mmHg
A meta é PAS 140-149 e PAD 70-79 mmHg.
-Doença Arterial crônica: Evitar PA < 120/70 mmHg..
Tratamento não farmacológico: Para todos os pacientes deve ser recomendado perda de peso, atividade física, cessação do tabagismo, moderar consumo de alcóol, dieta DASH, redução da ingesta de sódio e potássio.
Diagnóstico: Pautado na aferição da PA. É considerado hipertenso o paciente que mantém a PAS ≥ 140 e/ou PAD ≥90 mmHg em pelo menos duas consultas espaçadas em dias ou semanas. Paciente classificados com HA estágio 3 (≥180/110 mmHg) podem receber o diagnóstico na primeira consulta. Vale ressaltar que o aparelho deve ser adequado ao braço do paciente e devidamente calibrado.
MAPA: exame realizado com aparelho durante 24 horas, que afere a PA do paciente em momentos aleatórios, durante a vigília e sono. Os valores para o diagnóstico diferem das medidas de consultório, sendo considerado: na vigília ≥ 135/85 mmHg; no sono ≥ 120/70 mmHg; e a média de 24 horas ≥ 130/80 mmHg.
MRPA: é o método alternativo ao MAPA, em que o paciente realiza aferição de sua PA na sua residência em horários distintos, abragendo manhã, tarde e noite. Tem como valor de corte para diagnóstico a PA ≥ 135/85 mmHg.
Jaleco Branco: efeito que ocorre quando a PA do paciente torna-se alterada na aferição em consultório, mas se apresenta normal no MAPA ou MRPA. Muito relacionada ao nervosismo do paciente durante a consulta.
HAS mascarada: ocorre quando a PA do paciente encontra-se normal no consultório, mas alterada em aferições feitas por MAPA ou MRPA.
Fisiopatologia envolve o sistema nervoso simpático com liberação de catecolaminas, aumento da resistência vascular periférica, além do aumento do inotropismo e cronotropismo. Ademais, se relaciona com o sistema renina-angiotensina-aldosterona, com retençao salina e hídrica e aumento da resistência vascular periférica.
REFERÊNCIAS:
KUMAR, Vinay; ABBAS, Abul K.; FAUSTO, Nelson (Ed.). Robbins & Cotran-Patologia. Elsevier Brasil, 2005.
BARROSO, Weimar Kunz Sebba; et al. Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial – 2020. Arq. Bras. Cardiol., v. 116, n. 3, p. 516-658, mar. 2021.
Objetivos: • Investigar a fisiopatologia da HAS. • Compreender os fatores de risco, diagnostico e tratamento da HAS. • Sintetizar a relação da HAS com a Hipertrofia do coração.