Galeria de mapas mentais APG GRAVIDEZ
As escolhas contraceptivas concentram-se em métodos reversíveis de longa ação (LARC), como confiar em implantes de pregneno (com uma taxa de eficácia de 3 anos de 99,95%). Diagnóstico precoce da gravidez combinado com detecção de β - hCG (>25mUI/ml) e ultra-som (diâmetro do saco gestacional ≥ 25mm). As alterações fisiológicas incluem um aumento de 2 níveis no estadiamento de Tanner mamário dentro de 3 meses e um aumento de 3 vezes no relaxina do ligamento pélvico. A intervenção de risco centra-se na prevenção da anemia ferropriva (suplementação de ferro 60mg/dia quando Hb<11g/dL) e parto prematuro (suplementação de progesterona reduz o risco em 35%).
Editado em 2024-04-25 22:47:21As escolhas contraceptivas concentram-se em métodos reversíveis de longa ação (LARC), como confiar em implantes de pregneno (com uma taxa de eficácia de 3 anos de 99,95%). Diagnóstico precoce da gravidez combinado com detecção de β - hCG (>25mUI/ml) e ultra-som (diâmetro do saco gestacional ≥ 25mm). As alterações fisiológicas incluem um aumento de 2 níveis no estadiamento de Tanner mamário dentro de 3 meses e um aumento de 3 vezes no relaxina do ligamento pélvico. A intervenção de risco centra-se na prevenção da anemia ferropriva (suplementação de ferro 60mg/dia quando Hb<11g/dL) e parto prematuro (suplementação de progesterona reduz o risco em 35%).
A lesão renal aguda (LRA) é definida como um aumento da creatinina sanguínea ≥ 0,3mg/dl ou débito urinário < 0,5ml/kg/h com duração de 6 horas dentro de 48 horas. As principais causas incluem: pré renal (40% hipovolemia), renal (35% necrose tubular aguda) e pós renal (25% obstrução). Os grupos de alto risco (doentes com diabetes e insuficiência cardíaca) devem monitorizar o débito urinário diário e a função renal. Os sintomas típicos são oligúria, edema e consciência turva, com hipercalemia avançada (potássio no sangue>6,5mmol/L que requer tratamento urgente). As diretrizes da KDIGO recomendam uma abordagem de tratamento em camadas: otimizar a perfusão primeiro e considerar a terapia de substituição renal se ineficaz (taxa de uso de CRRT é de cerca de 30%).
As escolhas contraceptivas concentram-se em métodos reversíveis de longa ação (LARC), como confiar em implantes de pregneno (com uma taxa de eficácia de 3 anos de 99,95%). Diagnóstico precoce da gravidez combinado com detecção de β - hCG (>25mUI/ml) e ultra-som (diâmetro do saco gestacional ≥ 25mm). As alterações fisiológicas incluem um aumento de 2 níveis no estadiamento de Tanner mamário dentro de 3 meses e um aumento de 3 vezes no relaxina do ligamento pélvico. A intervenção de risco centra-se na prevenção da anemia ferropriva (suplementação de ferro 60mg/dia quando Hb<11g/dL) e parto prematuro (suplementação de progesterona reduz o risco em 35%).
A lesão renal aguda (LRA) é definida como um aumento da creatinina sanguínea ≥ 0,3mg/dl ou débito urinário < 0,5ml/kg/h com duração de 6 horas dentro de 48 horas. As principais causas incluem: pré renal (40% hipovolemia), renal (35% necrose tubular aguda) e pós renal (25% obstrução). Os grupos de alto risco (doentes com diabetes e insuficiência cardíaca) devem monitorizar o débito urinário diário e a função renal. Os sintomas típicos são oligúria, edema e consciência turva, com hipercalemia avançada (potássio no sangue>6,5mmol/L que requer tratamento urgente). As diretrizes da KDIGO recomendam uma abordagem de tratamento em camadas: otimizar a perfusão primeiro e considerar a terapia de substituição renal se ineficaz (taxa de uso de CRRT é de cerca de 30%).
APG - Contraceptivos, alterações morfofisiológicas, diagnóstico de gravidez e gravidez na adolescência.
Contraceptivos
Barreira
Preservativo masculino
Mecânico ou Químico
Camisinha e espermicida
Preservativo feminino
Diafragma
Hormonais
Pílula anticoncepcional
Adesivo contraceptivo
Injeção contraceptiva
Anel vaginal
Comportamentais
Método do calendário
Método de observação de muco cervical
Método sintotérmico
Método de lactação amenorreica
Método Billings
Diu
De cobre
O DIU-Cu age por meio da indução de uma reação de corpo estranho, levando à inflamação, visto que o cobre induz a liberação de interleucinas e citocinas que têm ação espermicida.
Mirena
é um dispositivo de poliuretrano em forma de T que libera 20 mcg levonorgestrel por dia. Tem validade de cerca de 5 anos, apesar de alguns estudos admitirem até 7 anos. Funciona levando anticoncepção, ao efeito a atrofia do endométrio, tornando o muco cervical espesso e dificultando a espermomigração e motilidade tubária. Além disso, provoca a reação inflamatória de corpo estranho, como o DIU de cobre. Possui o benefício de reduzir a dismenorreia e causar amenorreia em alguns casos. No entanto, em algumas pacientes pode levar a cefaleia, mastalgia, acne, depressão, cisto ovarianos funcionais e spotting (sangramento uterino irregular). Além de ter as mesmas contraindicações do DIU de cobre o SIU-LNG não é recomendado em mulheres com câncer de mama atual ou prévio.
Alterações morfofisiológicas no corpo feminino na gestação
Sistema Cardiovascular
Frequência cardíaca materna se eleva a partir da quarta semana de gestação, enquanto o volume sanguíneo, na sexta semana.
coração é deslocado para a esquerda e para cima em razão da elevação do diafragma, e seu ápice é desviado um pouco lateralmente, ocasionando aumento na silhueta cardíaca à radiografia.
O débito cardíaco de gestantes normais encontra-se duas vezes maior por volta de 32 semanas, em comparação com não gestantes, isso decorre do aumento do volume sistólico e da frequência cardíaca
Após a 20ª semana, grávidas em posição supina podem ter hipotensão pela compressão do útero gravídico dificultando o retorno venoso e causando síncope. Em função disso, o decúbito lateral esquerdo favorece a descompressão e restaura o débito cardíaco
O útero da gestante comprime as veias pélvicas e a cava inferior, dificultando o retorno venoso e aumentando em cerca de três vezes a pressão venosa nos membros inferiores.
Hematopoiético
O volume sanguíneo aumenta significativamente durante a gravidez, o que serve para atender às demandas do útero e proteger a mãe e o feto dos efeitos prejudiciais das mudanças de decúbito
Ocorre aumento de 20% a 40% na massa de eritrócitos, mas o hematócrito cai por volta do segundo trimestre em razão das mudanças na relação eritrócitos/volume plasmático. Observa-se também uma “anemia” considerada fisiológica na gestação, independentemente das reservas de ferro normais,
Portanto, é recomendada para toda gestante uma suplementação dietética de 30 a 60 mg de ferro elementar por dia durante o segundo e o terceiro trimestres de gestação e também durante toda a lactação ou por 2 a 3 meses nas não lactantes
Observa-se leucocitose, especialmente no segundo e terceiro trimestres, secundária ao número aumentado de neutrófilos segmentados. Após 38 semanas de gestação, a quantidade de leucócitos decresce
Respiratório
Aumento circunferência torácica em até 6cm, o que não evita a redução do volume residual de ar nos pulmões.
dispneia é uma queixa frequente e resulta do incremento dos estímulos respiratórios não acompanhado pela resposta adequada da musculatura que auxilia na expansão pulmonar
consumo de oxigênio aumenta, mas a frequência respiratória praticamente não se altera. A ventilação-minuto também aumenta, resultando em leve alcalose respiratória compensada pela excreção aumentada de bicarbonato pelos rins.
Já no trato respiratório superior são observadas congestão e vasodilatação com maior tendência a sangramentos e acúmulo de secreções
Endócrino
A hipófise aumenta tanto de volume como de peso, e isso decorre da hipertrofia e hiperplasia da adeno-hipófise por estímulo dos estrógenos
prolactina produzida pela adeno-hipófise durante a gravidez é encontrada em valores elevados com a finalidade de garantir a lactação. Paradoxalmente, seu nível diminui após o parto e apenas com o estímulo da sucção ocorrem pulsos de sua secreção
ADH e a ocitocina não apresentam alterações durante a gestação, apenas esta última aumenta no trabalho de parto e no parto
Na tireoide, observa-se aumento de seu volume. Sua função altera-se em decorrência do nível do iodo reduzido pela TFR, pelo aumento da globulina transportadora de hormônios tireoidianos
o PTH se eleva em resposta à diminuição de cálcio pelo aumento do volume plasmático e da TFG, além da transferência de cálcio materna para o feto
O cortisol e a androsterona na suprarrenal têm papel fundamental em manter a homeostase. A suprarrenal não aumenta a secreção do cortisol, entretanto ele sofre redução de sua excreção e apresenta aumento de sua meia-vida.
partir de 16 semanas de gestação, observa-se aumento na secreção de aldosterona, estimulado pela redução da resistência vascular periférica e da pressão arterial
Diagnóstico de gravidez
O diagnóstico de gravidez deve ser o mais precoce possível, porque permite o imediato início do pré-natal, o que representa papel fundamental em termos de prevenção e/ou detecção precoce de doenças tanto maternas como fetais, permitindo o desenvolvimento saudável do feto e reduzindo os riscos da gestante
Clínico
Presunção
• Náuseas e vômitos; • Polaciúria; • Atraso menstrual até 14 dias; • Aumento da sensibilidade álgica mamária; • Cloasma gravídico ou máscara gravídica: manchas provocadas pelo aumento da produção de melanina circundando parte da testa, ao redor do nariz, bochecha e lábio superior; • Linha nigra: pigmentação da linha alba; • Sinal de Halban: aumento da lanugem nos limites do couro cabeludo; • Tubérculos de Montgomery: glândulas sebáceas hipertrofiadas nas aréolas; • Rede de Haller: aumento da vascularização venosa na mama; • Sinal de Hunter: hiperpigmentação da aréola primária e aparecimento da aréola secundária com limites imprecisos.
Probabilidade
• Atraso menstrual maior que 14 dias; • Amolecimento do colo uterino percebido pelo toque (semelhante à consistência labial) a partir de seis semanas de gestação; • Sinal de Hegar: amolecimento do istmo uterino (durante o toque bimanual, a sensação é semelhante à separação do corpo da cérvice); • Sinal de Piskacek: assimetria uterina à palpação; • Sinal de Nobile-Budin: percepção pelo toque do preenchimento do fundo de saco pelo útero gravídico (útero se torna globoso); • Sinal de Osiander: percepção do pulso da artéria vaginal ao toque vaginal; • Sinal de Jacquemier: coloração violácea do meato urinário e da vulva, entre 8 e 12 semanas; • Sinal de Kluge: coloração violácea da vagina, entre 8 e 12 semanas; • Alterações do muco cervical: torna-se viscoso, mais espesso e não se cristaliza; • Aumento do volume uterino: o útero aumenta de tamanho em cerca de 1 cm por semana após quatro semanas de gestação.
Certeza
• Ausculta dos batimentos cardiofetais com o estetoscópio de Pinard (a partir de 20 semanas) ou o sonar (a partir de 10 a 12 semanas); • Percepção de partes e movimentos fetais pelo examinador: por meio da palpação abdominal, é possível perceber movimentos do feto a partir de 18 a 20 semanas; • Sinal de Puzos (rechaço fetal intrauterino): durante o exame bimanual, um discreto impulso no útero, por meio do fundo de saco anterior, deslocará o feto no líquido amniótico para longe do dedo do examinador. A tendência do retorno do feto faz com que ele seja novamente palpável.
Laboratorial
diagnóstico laboratorial de gestação é feito com base na detecção da fração β da gonadotrofina coriônica humana
hCG é secretado na circulação materna após a implantação, que ocorre 6 a 12 dias após a ovulação. Esse é o primeiro momento em que o hCG pode ser detectado com um teste ultrassensível, e valores acima de 25 mUI/mL sugerem gravidez em curso. A concentração de hCG duplica a cada 29 a 53 horas durante os primeiros 30 dias após a implantação de gravidez intrauterina viável
Ultrassonográfico
O diagnóstico de gestação também pode ser confirmado por meio de US transvaginal. O saco gestacional é visível precocemente (4-5 semanas de atraso menstrual). A partir de 6 semanas, deve ser possível detectar BCFs pela US
Medições biométricas (por exemplo, tamanho do saco gestacional, comprimento cabeça-nádega, diâmetro biparietal, comprimento do fêmur) são utilizadas para estimar a idade gestacional (i.e., duração da gravidez) e a data de parto. O comprimento cabeça-nádega é o principal referencial para avaliar a idade da gravidez no primeiro trimestre
Gravidez na adolescência
A gravidez na adolescência é um grave problema de saúde pública, que traz uma série de impactos físicos, psicológicos e sociais para a vida de meninas e bebês. Para as gestantes, esses impactos vão desde o desenvolvimento de problemas de saúde física e mental até a dificuldade de retomar os estudos e conseguir ingressar no mercado de trabalho. Além disso, a responsabilidade de criar a criança na maioria das vezes fica apenas com a menina e sua família, já que o abandono paterno é frequente nessa situação. Para a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS/OMS), a gravidez na adolescência continua sendo um dos principais fatores que contribui para a mortalidade materna e infantil e para o ciclo de doenças e pobreza. No Brasil, o número de casos vem caindo nos últimos anos, mas ainda é muito alto: são mais de 380 mil por ano, sendo mais frequentes os casos a partir dos 15 anos. Na faixa entre 15 e 19 anos, inclusive, a média de nascimentos no país é 50% maior do que a média mundial.
A prevenção da gravidez nessa etapa da vida deve envolver ações e intervenções promovidas no âmbito familiar do adolescente e jovem, considerando ainda a perspectiva dos seus territórios de vivência e as ofertas existentes em torno de serviços, ações e programas. Nesse sentido, a atuação das várias políticas públicas na promoção de ações de prevenção é necessária sobretudo quando considerados os diferentes contextos em que a gravidez ocorre na adolescência. Em razão da fase da vida desses indivíduos, a escola torna-se um espaço estratégico para a promoção de ações de informação e prevenção, pois é onde as/os adolescentes passam boa parte do tempo. Em qualquer dos casos, as iniciativas devem ocorrer de forma articulada, na perspectiva da proteção integral, por meio do atendimento e acolhimento adequado para as meninas, adolescentes e jovens mulheres em relação às suas demandas carências, bem como aos seus planos e expectativas de vida.
Alterações morfofisiológicas
Gastrointestinal
gengivite gravídica (edema e sangramento da gengiva) é consequência da saturação gestacional por estrogênio, progesterona e hCG sobre o tecido conectivo e se acentua no segundo trimestre da gestação
O crescimento uterino desloca o estômago, elevando seu fundo e provocando uma leve dextrorrotação. O aumento da progesterona e a diminuição da motilina (substância que estimula a musculatura lisa) são fatores bioquímicos que, somados aos mecânicos, retardam o esvaziamento gástrico.
A maior absorção de líquidos leva ao ressecamento das fezes e pode provocar constipação intestinal, queixa frequente na gestação, especialmente no último trimestre
A vesícula biliar mostra esvaziamento lento por hipotonia muscular (consequência da ação da progesterona sobre a musculatura lisa), provocando estase biliar e favorecendo a formação de cálculos de colesterol
O pâncreas da gestante saudável sofre hiperplasia das células β das ilhotas de Langerhans, provável resposta ao bloqueio periférico da insulina pelos hormônios gravídicos, em especial os estrogênios e o hormônio lactogênico placentário
Náuseas e vômitos são alguns dos sintomas mais comuns da gravidez e ocorrem predominantemente durante o primeiro trimestre
Metabólico
grávida deve ser orientada a seguir as recomendações para ganho ponderal conforme seu índice de massa corporal (IMC) no início da gestação. Esse aumento ponderal é atribuído ao útero e ao seu conteúdo (feto, placenta, líquido amniótico); ao crescimento das mamas, do volume sanguíneo e do líquido extravascular; e às alterações metabólicas responsáveis pelo incremento da água celular
retenção de água é uma alteração fisiológica da gravidez em parte mediada pela queda da osmolaridade plasmática. É comum observar edema nos membros inferiores
No metabolismo proteico, verifica-se maior concentração dos aminoácidos fetais em relação aos níveis maternos. As proteínas totais maternas, embora em maiores concentrações durante a gravidez, apresentam-se reduzidas devido à hemodiluição. A albumina está reduzida
Esquelético
A embebição gravídica acomete todas as articulações. Por meio dela, articulações da bacia apresentam mais elasticidade e maior capacidade pélvica. Ainda promove modificação da postura e da deambulação. O aumento dos diâmetros e estreitos da pelve é indispensável para a expulsão fetal
Essas alterações posturais modificam a anatomia da coluna vertebral da grávida, em especial da coluna lombar, possibilitando espasmos dos músculos intervertebrais e diminuindo os espaços entre as vértebras, o que possibilita compressões radiculares e causa dor lombar, queixa frequente das gestantes
Nervoso
queixa mais frequente é a sonolência. A etiologia desse sintoma está associada aos altos níveis de progesterona, potente depressor do sistema nervoso central, e à hiperventilação, pela produção da alcalose respiratória. Pode surgir fadiga relacionada a distúrbios do sono, principalmente no final da gravidez, facilitando o desenvolvimento de hiperêmese gravídica, enxaqueca e quadros psíquicos
Pele e anexos
hipersecreção das glândulas sebáceas decorrente da ação progestagênica torna a pele da grávida mais oleosa e facilita a queda capilar e o surgimento de acne. cloasma é uma mancha acastanhada na face consequente à estimulação dos melanócitos
Urinário
As alterações renais e das vias urinárias decorrentes de fatores mecânicos ou hormonais elevam a chance da ocorrência de cálculos ou processos infecciosos
Pode ocorrer, na gestação, aumento do volume dos rins, com incremento de aproximadamente 30% em seu peso e discreto aumento em seu tamanho (1 cm), devido à hipertrofia e ao aumento do fluxo plasmático renal. Observam-se, também, aumento da vascularização e diminuição da resistência vascular, que acarretam um crescimento de 60 a 80% no fluxo sanguíneo renal e um aumento de 40 a 50% na filtração glomerular.
A escolha do método contraceptivo ideal é fundamental para garantir a aderência e continuidade do uso, impactando no seu grau de efetividade. Para isso, é fundamental que a paciente conheça cada tipo de método, seu modo de uso, benéficos e efeitos adversos. Essa escolha é individual e deve ser orientada pelo profissional de saúde, pois leva em conta aspectos clínicos, incluindo idade, fatores de risco e doenças associadas e aspectos socioeconômicos. Por isso, é fundamental que o médico avalie através da anamnese e exame físico, fatores que contraindiquem o uso do método naquela paciente.
Hormonais
Cominados
Estrogênio e progesterona
O mecanismo de ação dos ocorre pela inibição da ovulação. Vamos relembrar, no ciclo menstrual o hormônio folículo estimulante (FSH) é responsável pelo recrutamento e desenvolvimento folicular. Já o hormônio luteinizante (LH) é o responsável pela ovulação. O componente de estrogênio dos CHCs inibe o FSH, enquanto que o progestogênio age inibindo o LH. Ora, se esses dois hormônios estão bloqueados, não pode ocorrer recrutamento folicular, amadurecimento do folículo dominante e nem ovulação. Além disso, a progesterona presente nesses contraceptivos torna o muco cervical espesso, dificultando a espermomigração, reduz a motilidade tubária e ainda tem efeito antiproliferativo no endométrio. Já o estrogênio contido na formulação estabiliza o endométrio, reduzindo os sangramentos e aumenta a produção hepática da globulina carreadora de hormônios sexuais (SHBG), reduzindo a fração livre de testosterona.
Progesterona
Os contraceptivos compostos por acetato de noretindrona e levonor- gestrel são também conhecidos como minipílulas e podem ser utilizados em pacientes em aleitamento e na perimenopausa. Essas medicações promovem efeito contraceptivo através do espessamento do muco cervical e inibição da implantação do embrião no endométrio. Não possuem efeitos anovulatórios. Nesse caso, o uso de minipílulas é contínuo e devem ser prescritas no puerpério de mulheres que amamentam seis semanas após o parto.