Galeria de mapas mentais Lesão Renal Aguda
A lesão renal aguda (LRA) é definida como um aumento da creatinina sanguínea ≥ 0,3mg/dl ou débito urinário < 0,5ml/kg/h com duração de 6 horas dentro de 48 horas. As principais causas incluem: pré renal (40% hipovolemia), renal (35% necrose tubular aguda) e pós renal (25% obstrução). Os grupos de alto risco (doentes com diabetes e insuficiência cardíaca) devem monitorizar o débito urinário diário e a função renal. Os sintomas típicos são oligúria, edema e consciência turva, com hipercalemia avançada (potássio no sangue>6,5mmol/L que requer tratamento urgente). As diretrizes da KDIGO recomendam uma abordagem de tratamento em camadas: otimizar a perfusão primeiro e considerar a terapia de substituição renal se ineficaz (taxa de uso de CRRT é de cerca de 30%).
Editado em 2024-03-31 19:59:05As escolhas contraceptivas concentram-se em métodos reversíveis de longa ação (LARC), como confiar em implantes de pregneno (com uma taxa de eficácia de 3 anos de 99,95%). Diagnóstico precoce da gravidez combinado com detecção de β - hCG (>25mUI/ml) e ultra-som (diâmetro do saco gestacional ≥ 25mm). As alterações fisiológicas incluem um aumento de 2 níveis no estadiamento de Tanner mamário dentro de 3 meses e um aumento de 3 vezes no relaxina do ligamento pélvico. A intervenção de risco centra-se na prevenção da anemia ferropriva (suplementação de ferro 60mg/dia quando Hb<11g/dL) e parto prematuro (suplementação de progesterona reduz o risco em 35%).
A lesão renal aguda (LRA) é definida como um aumento da creatinina sanguínea ≥ 0,3mg/dl ou débito urinário < 0,5ml/kg/h com duração de 6 horas dentro de 48 horas. As principais causas incluem: pré renal (40% hipovolemia), renal (35% necrose tubular aguda) e pós renal (25% obstrução). Os grupos de alto risco (doentes com diabetes e insuficiência cardíaca) devem monitorizar o débito urinário diário e a função renal. Os sintomas típicos são oligúria, edema e consciência turva, com hipercalemia avançada (potássio no sangue>6,5mmol/L que requer tratamento urgente). As diretrizes da KDIGO recomendam uma abordagem de tratamento em camadas: otimizar a perfusão primeiro e considerar a terapia de substituição renal se ineficaz (taxa de uso de CRRT é de cerca de 30%).
As escolhas contraceptivas concentram-se em métodos reversíveis de longa ação (LARC), como confiar em implantes de pregneno (com uma taxa de eficácia de 3 anos de 99,95%). Diagnóstico precoce da gravidez combinado com detecção de β - hCG (>25mUI/ml) e ultra-som (diâmetro do saco gestacional ≥ 25mm). As alterações fisiológicas incluem um aumento de 2 níveis no estadiamento de Tanner mamário dentro de 3 meses e um aumento de 3 vezes no relaxina do ligamento pélvico. A intervenção de risco centra-se na prevenção da anemia ferropriva (suplementação de ferro 60mg/dia quando Hb<11g/dL) e parto prematuro (suplementação de progesterona reduz o risco em 35%).
A lesão renal aguda (LRA) é definida como um aumento da creatinina sanguínea ≥ 0,3mg/dl ou débito urinário < 0,5ml/kg/h com duração de 6 horas dentro de 48 horas. As principais causas incluem: pré renal (40% hipovolemia), renal (35% necrose tubular aguda) e pós renal (25% obstrução). Os grupos de alto risco (doentes com diabetes e insuficiência cardíaca) devem monitorizar o débito urinário diário e a função renal. Os sintomas típicos são oligúria, edema e consciência turva, com hipercalemia avançada (potássio no sangue>6,5mmol/L que requer tratamento urgente). As diretrizes da KDIGO recomendam uma abordagem de tratamento em camadas: otimizar a perfusão primeiro e considerar a terapia de substituição renal se ineficaz (taxa de uso de CRRT é de cerca de 30%).
Lesão Renal Aguda
Definição e causas
A lesão renal aguda é uma deterioração súbita da função renal devido a várias causas, como
Insuficiência renal
Doença renal crônica
Uso de medicamentos nefrotóxicos
Sepse
O termo “lesão renal aguda” descreve um declínio rápido da função renal, que ocorre dentro de poucas horas ou 1 dia. Causa acúmulo de escórias nitrogenadas e distúrbios hidreletrolíticos. Ao contrário da doença renal crônica (DRC) e da insuficiência renal crônica (IRC), a LRA é potencialmente reversível quando os fatores desencadeantes podem ser revertidos ou eliminados antes que tenha ocorrido lesão irreversível do rim
A lesão renal aguda (LRA) representa um problema de saúde pública mundial com altas taxas de morbimortalidade, além de apresentar altos custos para a saúde, com maior tempo de internação e possibilidade de evolução para doença renal crônica em longo prazo
Taxa de mortalidade varia de 15 a 60%. A prevalência de lesão renal aguda varia conforme a população estudada e quanto à definição utilizada para a análise, estando presente em cerca de 7% a 18% dos pacientes internados, 50% destes em unidades de terapia intensiva
A LRA pode ser causada por vários tipos de distúrbios, inclusive redução do fluxo sanguíneo sem lesão isquêmica, lesão isquêmica, tóxica ou obstrutiva dos túbulos renais e obstrução das vias urinárias distais
Em geral, as causas da LRA são classificadas em prérenais, intrarrenais e pós-renais. Em conjunto, as causas pré-renais e intrarrenais são responsáveis por 80 a 95% dos casos de LRA.
Fatores de risco
Alguns fatores aumentam o risco de desenvolver lesão renal aguda, como
Idade avançada
Diabetes
Hipertensão arterial
Doença cardiovascular
Em idosos, destaca-se, como fatores de risco, a presença de doenças pré-existentes e intervenções terapêuticas medicamentosas para comorbidades
Os estados hiper inflamatórios são um importante fator de risco para o desenvolvimento da IRA Diante de uma resposta imunológica exacerbada, ocorre uma desregulação dos mecanismos fisiológicos podendo levar à um aumento na produção de citocinas e mediadores inflamatórios que desencadeiam morte celular e lesão endotelial
Sinais e sintomas
Os sintomas da lesão renal aguda incluem
Diminuição da produção de urina
Edemas
Fadiga
Náuseas
Confusão mental
Geralmente, a LRA cursa assintomática, sendo notada apenas laboratorialmente, devido à avaliação da função renal do paciente que apresenta uma doença de base que poderá levar uma diminuição do débito urinário e ou aumento de creatinina e ureia (parâmetros mais comuns de análise)
Alteração no balanço de água, Alteração do balanço de sódio,
Do ponto de vista cardiovascular, uma das complicações mais frequentes é a presença de pericardite fibrinosa e também pode causar distúrbios neurológicos.
Diagnóstico
O diagnóstico de lesão renal aguda envolve
Exames de sangue para detectar níveis de creatinina e ureia
Exame de urina para avaliar a presença de proteínas e células sanguíneas
A ultrassonografia de rins e vias urinárias é um procedimento simples e de grande importância na avaliação das alterações da função renal. O tamanho renal reduzido e a ecogenicidade aumentada com perda da diferenciação corticomedular podem indicar doença renal preexistente, tornando possível diferenciar entre a doença renal crônica e a LRA. A cintilografia renal também pode ser alternativa, auxiliando na avaliação da perfusão rena
Biópsia renal (em casos selecionados)
Anamnese • Doença sistêmica crônica (diabetes, lúpus); • Doença sistêmica aguda (glomerulonefrite aguda); • História de traumatismo recente; • Antecedentes de uropatia obstrutiva; • Uso de drogas nefróticas, intoxicação acidental ou intencional. Exame físico • Avaliar o estado de hidratação pelo peso corporal; • Turgor cutâneo; • Avaliar a possibilidade de obstrução do trato urinário por meio de cuidadoso exame abdominal (globo vesical palpável, rins hidronefróticos)
Tratamento
Um aspecto importante do tratamento da LRA é definir e reverter a causa (p. ex., aumentar a perfusão renal, suspender o uso dos fármacos nefrotóxicos). Os líquidos administrados devem ser cuidadosamente regulados na tentativa de manter o volume de líquidos e as concentrações dos eletrólitos nas faixas normais. Como infecções secundárias são causas importantes dos óbitos dos pacientes com insuficiência renal aguda, devem ser envidados esforços constantes para evitar e tratar processos infecciosos
Tratar a causa subjacente
Controlar a pressão arterial
Restringir a ingestão de sal e fluidos
Diálise (em casos graves)
Na LRA pré-renal, deve-se realizar a reposição volêmica de modo a restabelecer a quantidade de líquido perdido, associando-se a adequada correção eletrolítica. Nas situações em que é decorrente da diminuição do volume sanguíneo efetivo (p. ex., na insuficiência cardíaca, na cirrose hepática e na síndrome nefrótica), orienta-se a terapêutica pela fisiopatologia da doença desencadeante
Fisiopatologia
Ocorre em 4 fases: Inicial, oligárica, diurética e recuperação
A fase inicial, que se estende por horas a dias, é o intervalo decorrido entre a instalação do evento desencadeante (p. ex., fase isquêmica da insuficiência pré-renal ou exposição à toxina) e o desenvolvimento da lesão tubula
A fase oligárica (anúrica) dura 8 a 14 dias ou mais, dependendo da natureza da LRA, causando retenção súbita de metabólitos endógenos como ureia, potássio, sulfato e creatinina, que normalmente são eliminados pelos rins. Em geral, o débito urinário alcança níveis mais baixos nesse ponto. A retenção de líquidos causa edema, intoxicação hídrica e congestão pulmonar. Quando o período de oligúria é longo, o paciente frequentemente desenvolve hipertensão e também sinais de uremia. Se não forem revertidas, as manifestações neurológicas da uremia progridem de irritabilidade neuromuscular até convulsões, sonolência, coma e morte.
A fase diurética acontece quando os rins tentam se curar e a produção de urina aumenta, mas ocorrem cicatrizes e danos nos túbulos. Em geral, há diurese antes que a função renal seja normalizada por completo. Por essa razão, os níveis de ureia sanguínea, as concentrações séricas de creatinina, potássio e fosfato podem continuar elevados ou até mesmo aumentar ainda mais, embora o débito urinário tenha aumentado. Durante essa fase, a TFG se eleva, o débito urinário aumenta para 400 mℓ/dia, e, possivelmente, há depleção de eletrólitos em função do aumento da excreção de água e dos efeitos osmóticos dos níveis sanguíneos elevados de ureia
A fase de recuperação é o período durante o qual o edema tubular desaparece e a função renal melhora. Durante essa fase, existe normalização do equilíbrio hidreletrolítico. Por fim, a função dos túbulos renais é recuperada e a capacidade de concentrar urina aumenta. De modo quase simultâneo, os níveis séricos de creatinina e de ureia começam a normalizar e a TFG retorna a 70 a 80% do normal. Em alguns casos, há lesão renal branda a moderada persistente
A fisiopatologia das lesões renais isquêmica e tóxica, origens mais comuns de LRA intrínseca (renal), envolve alterações estruturais e bioquímicas que resultam no comprometimento vascular e/ou celular. A partir dessas alterações, ocorrem vasoconstrição, alteração da função e morte celular, descamação do epitélio tubular e obstrução intraluminal, vazamento transtubular do filtrado glomerular e inflamação
Pré-renal, Intrarrenal e pós renal
Pré-renal: Tipo mais comum de LRA, caracteriza-se por redução acentuada do fluxo sanguíneo renal. O processo é reversível quando a causa da redução do fluxo sanguíneo renal pode ser detectada e corrigida antes que ocorra lesão dos rins
A LRA pré-renal evidencia-se por redução aguda do débito urinário e por elevação desproporcional do nível de ureia sanguínea em comparação com a concentração sérica de creatinina. Normalmente, o rim responde à redução da TFG com diminuição do débito urinário. Desse modo, um dos primeiros sinais de LRA pré-renal é redução aguda do débito urinário
Intrarrenal: é causada por fatores intrínsecos ao rim, sendo classificada de acordo com o principal local afetado: glomérulo; túbulos; interstício; e vasos
Sua etiologia mais comum é a lesão tubular, principalmente de origem isquêmica ou tóxica. No entanto, a principal e mais frequente causa de necrose tubular aguda (NTA) é isquêmica e o seu principal fator causal tem origem pré-renal, como consequência da redução do fluxo sanguíneo não revertida, especialmente se houver comprometimento suficiente para provocar a morte das células tubulares.
Pós renal: Ocorre na vigência de obstrução das vias urinárias, que pode ser observada em qualquer nível do trato urinário, porém, no acometimento de ureteres, depende da presença de obstrução bilatera
A obstrução pode ocorrer no ureter (i. e., cálculos e estenoses), na bexiga (i. e., tumor ou bexiga neurogênica) ou na uretra (i. e., hiperplasia da próstata). Como o volume maior de urina não pode ser excretado em consequência da obstrução, a pressão é transmitida em sentido inverso aos túbulos e aos néfrons, que por fim são lesados. Hiperplasia prostática é a causa primária mais comum