Amazon.com, Inc. é uma empresa multinacional de tecnologia norte-americana. Medida pela receita e capitalização de mercado, é a maior vendedora virtual do mundo. Além de ser a maior empresa de Internet em receita no mundo, o segundo maior empregador privado dos Estados Unidos e uma das empresas mais valiosas do mundo. Foi fundada em 5 de julho de 1994. A empresa começou como um mercado online de livros, mas expandiu-se para vender eletrônicos, software, videogames, vestuário, móveis, alimentos, brinquedos e joias.
A amazon armeniza as mercadorias que chegam e que são colocadas em prateleiras espalhadas por todo o galpão de maneira “caótica”, sem que haja uma ordem lógica na organização. O registro do local em que cada item foi guardado é feito pelo leitor de código de barras, a informação é lida e armazenada no software da unidade. Delfant denomina esta etapa como desapropriação mecânica, uma vez que o conhecimento sobre um inventário tão grande e organizado dessa maneira só pode ser lido e orientado por um software, dado que nenhuma pessoa é capaz de “operar” o galpão sem o leitor.
Recolher os produtos nas prateleiras e levar às esteiras para serem embalados e enviados aos compradores. Uma vez que o conhecimento sobre o inventário pertence exclusivamente ao software, é ele quem gerencia esse picking. O algoritmo atribui a demanda aos trabalhadores que estão espalhados pelo galpão por meio do leitor de código de barra, ditando ritmo de trabalho e gerando informações sobre o desempenho de cada um/a. O gerenciamento algorítmico parece favorecer a precarização tanto ao transformar a mercadoria em informação a ser gerenciada, retirando o saber-fazer do trabalhador, quanto ao favorecer a desqualificação e a rotatividade da força de trabalho.
No Brasil, o crescimento do monopólio da Amazon também pode ser observado, especialmente pela implantação de novos Centros de Distribuição (CDs): foram 5 inaugurações em 2020, totalizando 8 armazéns por todo o território nacional
Em 2020, o crescimento da Amazon, em meio à maior crise sanitária do século, chama bastante atenção. A empresa fechou o ano com a receita avaliada em mais de 380 bilhões de dólares e uma lucratividade que chegou a 90% em relação ao ano anterior.
Enquanto uma parte da teoria recente entende que o alto nível de automação levaria à dispensa do trabalho, já que as “máquinas inteligentes” e a inteligência artificial conduziriam a um processo de trabalho totalmente automatizado, para autores como Benanav a questão colocada não seria a completa substituição do trabalhador pela máquina, mas como a automação possibilita a criação e a manutenção de subempregos. O processo seria contraditório, já que a introdução de novas tecnologias teria um duplo objetivo: o aumento da produtividade do trabalho, ao mesmo tempo em que a força de trabalho social é desvalorizada.
Parte da bibliografia da segunda metade do século XX descreve a parcialização com base na divisão do trabalho nas fábricas e no crescimento da automação nos processos de produção, indicando que, em linhas gerais, o uso crescente de tecnologias, num contexto de aumento da produção, facilitaria a divisão do trabalho em parcelas cada vez menores, repetitivas e que exigiriam trabalhadores com cada vez menos qualificação