MindMap Gallery História da Psicologia Escolar
Este diagrama, criado com o EdrawMax, apresenta uma linha do tempo detalhada do desenvolvimento da Psicologia Escolar. Ele abrange desde o século XIX, com a finalização da tese de Stanley Hall, até o início do século XXI, destacando marcos importantes no Brasil e no mundo. O diagrama inclui eventos como a criação da primeira clínica psicológica escolar, a promulgação de leis educacionais e a evolução das práticas psicológicas no contexto educacional, refletindo os avanços e desafios ao longo do tempo.
Edited at 2023-09-03 19:39:26Psicologia Escolar
século XIX: No final do sec. XIX, Stanley Hall publicou um artigo sobre "o conteúdo da mente das crianças ao ingressarem na escola" nos Estados Unidos. Na França, a psicologia escolar foi desenvolvida, especialmente com foco na intervenção psicológica em alunos com necessidades especiais, e Alfred Binet trabalhou no desenvolvimento de instrumentos psicométricos para avaliar a inteligência humana. no Brasil fora criado em vários estados laboratórios de psicologia ligados às escolas normais, desenvolvendo pesquisas junto aos alunos com necessidades especiais e de aprendizagem.
República Velha (1889-1930): Durante esse período no Brasil, houve uma influência significativa da psicologia norte-americana nas instituições médicas e educacionais. A psicologia escolar começou a ser aplicada nas escolas, utilizando instrumentos psicológicos para a medição e classificação de indivíduos.
Também no início do século XX: Nessa época, houve um caráter clínico e terapêutico nas intervenções da psicologia escolar no Brasil. O livro "Noções de pedagogia experimental" de Franco (1915) trouxe reflexões sobre capacidades mentais, retardatários escolares e educação especial de deficientes visuais e auditivos, seguindo estudos de Binet, Simon e Pestalozzi. Clemente Quaglio também realizou pesquisas sobre deficiência mental em escolares utilizando o teste de inteligência desenvolvido por Binet e Simon.
Até a primeira metade do século XX: Predomina a concepção clínica e classificatória no tratamento dos problemas de aprendizagem. A psicologia escolar tem um caráter remediativo, influenciado pela medicina, com ênfase na avaliação psicométrica, diagnósticos e encaminhamentos para serviços especializados.
Anos 1960 e 1970: Movimentações civis e reivindicações pela ressignificação da relação da psicologia com a sociedade. Surgem novas áreas de formação e atuação ligadas à saúde e educação.
Anos 1970: Promulgação da lei nº 5.692/71, que amplia o sistema educacional e estabelece a escolaridade obrigatória e gratuita. Aumento no número de alunos com dificuldades de aprendizagem devido às mudanças no contexto escolar.
1970: A psicologia, com abordagem psicométrica e clínica, é chamada para auxiliar o sistema educacional a compreender as queixas escolares. durante as duas décadas seguintes houve explicações para o fracasso escolar baseadas em medições de inteligência, atributos afetivos, motores, entre outros.
No entanto, essas intervenções trouxeram prejuízos ao desenvolvimento dos alunos e contribuir para a passividade dos agentes escolares, associando a melhora ao poder de cura da medicina e psicologia.
1970: A psicologia escolar alcança reconhecimento como detentora de um saber para explicar e solucionar as queixas escolares, principalmente por meio do atendimento ao aluno
final da Década de 1970: Insatisfação dos psicólogos escolares com sua atuação, levando a uma crise que durou duas décadas. Reflexões e pesquisas destacaram as limitações das concepções remediativas e circunstanciais aplicadas à educação.
Final dos anos 1980 e início da década de 1990: Criação da Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional (ABRAPEE), que contribuiu para a definição da área de psicologia escolar. A entidade promoveu reflexões sobre a identidade do psicólogo escolar, conhecimentos psicológicos aplicados à área e possibilidades de atuação em contextos educacionais.
Anos 1990: A Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Psicologia (ANPEPP) começou a discutir a atuação em psicologia escolar por meio do Grupo de Trabalho (GT) de Psicologia Escolar: pesquisa, formação e prática. Esse grupo investigou e produziu reflexões teóricas e intervencionistas sobre psicologia escolar.
Década de 1990 à 2000: A partir dessa década, surgiram temas contemporâneos e práticas de trabalho ressignificadas na psicologia escolar. Foram propostas ações em alguns contextos de trabalho, marcando uma nova fase na atuação dos psicólogos escolares.
Durante esse período de ressignificação,foram adotando uma postura crítica e comprometida com o desenvolvimento social e a inclusão, além de uma maior articulação da psicologia com o contexto escolar.
- A partir de 1995: No Distrito Federal, a psicologia escolar apresenta uma organização mais estruturada, com psicólogos escolares atuando em equipes multidisciplinares de atendimento e apoio ao processo de aprendizagem na rede de ensino público. Esses profissionais também contam com formação continuada oferecida pela Universidade de Brasília.
A partir do ano 2000: A discussão teórica sobre a atuação do psicólogo escolar avançou. Temas abordados incluíram atuação institucional, participação do psicólogo escolar na formação de professores, elaboração do projeto político-pedagógico da escola e experiências de estágio baseadas em metodologias de pesquisa-ação.
- Década de 2000: No cenário brasileiro contemporâneo, a psicologia escolar é destacada como uma área de intervenção com focos diversos, conforme demarcado por Araújo, Guzzo, Weschler, Marinho-Araújo, Neves, Martínez, Novaes e outros pesquisadores. A realidade da psicologia escolar na maioria dss estados brasileiros é, com a persistência de práticas avaliadoras e classificatórias, sendo cobrados para desempenhar esse papel em grande parte das instituições educacionais.
2006: Pesquisa realizada no Distrito Federal por Rossi e Paixão revela que, apesar da frequência maior de psicólogos escolares em muitas escolas da rede pública, os professores ainda associam a atuação psicológica a um trabalho predominantemente clínico e individualizado, enquanto os psicólogos escolares relacionam o trabalho a questões de prevenção e desenvolvimento do coletivo.
2006: Investigação no Rio Grande do Norte por Campos e Jucá conclui que, para professores e diretores, a psicologia escolar está vinculada à resolução dos problemas apresentados pelos alunos por meio de um atendimento individualizado.
Atualidade: A psicologia escolar passa por um período de questionamento e coexistência de intervenções divergentes. Alguns profissionais seguem concepções predominantes no século XX, enquanto outros buscam estabelecer novas ações inovadoras no contexto educacional.